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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sugestões, autoconhecimento e prece.




Quando conhecemos bem nossos caminhos equivocados, é possível também perceber que muitas vezes, além de nosso próprio desejo, há algo a mais nos compelindo na direção errada. Esse "algo", que ocorre muitas vezes inconscientemente, pode ser traduzido como sugestões. Toda vez que nos encontrarmos nessas situações onde temos a sensação de que perdemos o controle e que as sugestões podem passar de um ponto razoável, nós devemos orar. Toda vez que nossa consciência nos traz à realidade de nossa condição de erro, ore.


Ricardo

Prece - Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu Ando Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus. (ESE - Prece 12)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Renúncia

É fato. Com o passar do tempo nós somos obrigados a renunciar a muitas coisas. Se por opção ou necessidade, estamos constantemente renunciando a costumes, estilos, vícios e comportamentos; e, na mão oposta, adquirimos novos costumes, comportamentos, estilos e até mesmo, novos vícios.

E isso é necessário? A resposta que descobri é: Sim. Obrigatoriamente, só por razões de saúde, condições físicas ou motivos sócio-econômicos. No entanto, há renúncias que fazemos de maneira espontânea, sem qualquer motivo aparente. Nesses casos, a renúncia acontece ao percebermos que determinadas coisas ou ações em nossas vidas já não fazem sentido algum. Se exemplificarmos com situações ordinárias, onde algumas pessoas renunciam aos seus relacionamento amorosos que já não fazem mais sentido, por exemplo, temos uma ideia do que seja a renúncia. Mais do que isso, começamos a pensar no significado dessa palavra. Com essa ideia em mente, vamos imaginar o que mais renunciamos em nossas vidas. Eu posso rapidamente lembrar de várias coisas que renunciei espontaneamente ao longo do tempo. Um exemplo? Simples, eu deixei de brincar com meus carrinhos de brinquedo. Outro? Não brinco mais de pique-esconde. Outro? Não empino pipas. Não aposto corridas pra ver quem chega primeiro na esquina. Não pego goiaba no pé. Não sacudo a pitangueira pra pegar pitanga no chão. Não jogo peão ou bolinha de gude. Não brinco de polícia-ladrão. Não toco campainha e saio correndo e nem pinto a parede do quarto da minha mãe com o batom preferido dela. Não faço mais nada disso. Hoje, embora tenha saudade, aos 38 anos, essas coisas já não fazem sentido.

A fase adulta nos traz muitas coisas novas, boas e nem tão boas assim... Nós assumimos outra postura, novas ideias, novas necessidades e adquirimos costumes, comportamentos e vícios. Sejam eles quais forem, um dia teremos de renunciar. Se por obrigação ou não, o tempo nos dirá. Lembro bem que renunciei ao convívio diário com meu filho por motivo da separação de uma união infeliz. Por conselho médico, renunciei ao cigarro. Por insegurança, renunciei à oportunidades de emprego. Mas, o que eu renunciei espontaneamente com o passar dos anos? Acho que posso citar a renúncia a vida sedentária, ao consumo de bebidas alcoólicas, à dependência de títulos, à viver em bando, às baladas de segunda à segunda,  e às corridas ao ouro. Espontaneamente, eu deixei algumas coisas pra trás simplesmente porque não vejo mais sentido nelas. Não afirmo que sou 100% independente mas que não preciso e vivo bem sem elas. É como se essas coisas fossem brincadeiras de criança e que eu, ao atingir um determinado nível de amadurecimento, vejo com muita naturalidade minha nova condição.

E o que ainda me falta renunciar? Bom.. a lista é grande. Entretanto, posso citar rapidamente a necessidade de renunciar ao egoísmo, à intolerância, impaciência, paixões e vícios, entre tantas coisas.

E qual a razão ou os motivos que tenho para trabalhar na renúncia dessas coisas? A resposta é bem simples: Evolução moral e intelectual. Saber renunciar ou trabalhar para abstenção de nossas más tendências é ponto-chave para galgar cada degrau da escala evolutiva como ser humano e Espírito. As instruções e os ensinamentos que buscamos e recebemos de nossos irmãos mais esclarecidos e abnegados são muito importantes na construção de um horizonte de fé e esperança frente as mazelas da vida. A renúncia às nossas más tendências e vicissitudes, por sua vez, é ferramenta indispensável para o entendimento e prática de tudo aquilo de bom que se aprende e que se deseja viver. Se não a colocarmos em prática, seguiremos como crianças brincando no mundo real. Se não houver caridade e renúncia às coisas que não fazem sentido, ainda seremos aqueles que brincam de polícia-ladrão, que apostam corridas entre si e que tocam campainhas e saem correndo.

Ricardo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paciência


 * Um Espírito amigo *
Havre, 1852


A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo-poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu.
Sede pacientes, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.
A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.
Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinha de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede pois, pacientes, sede cristãos: esta palavra resume tudo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dunas

O sentido da vida encontra-se em tudo que há de melhor em você. Ainda que tudo ao seu redor lhe pareça contrário à tudo aquilo que acredita ser a saída para o desespero, há um sentido muito maior que não nos é permitido verificar. Ainda assim, é possível sentir o poder maior da Providência. Se não é possível entendê-lo, sinta Sua plenitude na dádiva que nos é dado por amor. Isto porque a vida é como grãos de areia, só se pode compreender ao ver a obra completa como quando alguém enxerga, ao longe, dunas.

Ricardo